Sunday, 25 April 2010

You'd take me with you if you could but I wouldn't go

Eu percebi que eu estou sempre me contradizendo quando as coisas são relacionadas a uma certa pessoa. É insano, perigoso e proibido para mim ser contraditória. Vai contra a minha natureza e isso não é ceto. Mas o que eu posso fazer? Ignorar? Não consigo. Esquecer? Ok, esqueço essa história de esquecer. Aceitar? Aham, vou ali me sentar com a Cláudia (haha). Completamente impossível e esquisito. Originalmente esse texto é da minha página no site do AAR, mas resolvi usar aqui também... é um texto especial de uma maneira que eu não gostaria que fosse, e o próximo será de lá também. Na mesma ordem. No mesmo esquema.
Alguém é como um veneno para mim. Eu estou completamente viciada... Simplesmente não sei se isso é bom ou não. É estranho. Lembro-me da nova musica do AAR: The Poison, e de uma parte que diz: "Eu vou estar acordado e você estar dormindo"
A parte estranha é que eu concordo com isso .. É como se eu estivesse sempre acordada .. e a outra pessoa dormindo,você sabe? Mas eu não posso viver isso, não mais. Essa definitamente não sou eu, e percebo que as vezes eu simplesmente me entrego a essa outra pessoa. NONONO! over now!
Outra parte diz: "Você vai ser o veneno, você será a cura". Então, vamos fazer isso: ser a doença e a cura, ser o ato e a consequência, ser a união e a discórdia. Vamos dar o destino a chance de fazer tudo mudar. Tudo diferente, tudo novo.
"And you fall down a hole, that's the one place that we both know, you'd take me with you if you could but i wouldn't go, I guess at sometimes we both lose our minds to find the better road".

p.s:and when I think about it.. well, I remember: "If the things are not ok, isn't the end yet, cause in the end, everything will be fine."

Thursday, 22 April 2010

Silence is a scary sound

É inevitável. Algum dia em alguma hora de sua vida você terá que se deparar com a Sra. Mascarada. Eu realmente não entendo o por que de a retratarem dessa maneira, afinal a morte só usa um manto preto, sem máscara nenhuma, ela já disse isso em certo livro que li uma vez. Disse também que não era um julgamento, era uma conseqüência[...]
Estava chovendo, e o único barulho que reinava entre os 3 eram os das gotas de chuva caindo sobre o toldo. Estavam em um velório.
- Bem no ano da formatura... - suspira Anne, aos prantos. Acabada, frágil, delicada. Uma menina.
Sem saber o que fazer ou dizer, Lyra apenas se balança de um lado para o outro, muda o peso dos pés... Confusa, pela primeira vez.. sem saber o que dizer, como agir. Segura com força o guarda chuva na esperança de ter alguma idéia que ilumine seus pensamentos e venha alguma palavra de consolo na cabeça.
- Burra – diz Lyra para si mesma ao se afastar para tomar um café – não sabe nem o que dizer num velório?! Ela precisa de você! Pense! Pense!
Quando se perde uma mãe, aos 17 anos, no ano da sua formatura, o que há para ser dito a amiga? Perguntar se está tudo bem? Pergunta errada! Pergunta cretina! Nunca diga isso em um velório, você se sentiria uma idiota depois.
De um lado de Anne, estava Lyra que continuava calada, encarando as gotas de chuva e ouvindo a musica melancólica que a Igreja plebisteriana próxima lhe proporcionava. Era triste.
Do outro estava Allan. Segurando firme a mão da amiga, secando o nariz com a manga do moleton, tentando parecer firme, mas por dentro estava exatamente na posição de Lyra, pensando as mesmas coisas: o que dizer? O que fazer? Dizer besteiras e fazê-la rir?
O há é que em certos momentos o que se tem a fazer é simplesmente se recordar. Recordar do que se passou, de bom ou de ruim. Não há remédio para isso.. não há solução, há somente o consolo, a dor e a desolação de um nunca estendendo-se a sua frente. Nunca mais um sorriso, nunca mais um “eu amo você” nunca mais uma conversa esclarecedora. A vida e a morte são cruéis, isso é fato.

p.s: life's too short.

Wednesday, 7 April 2010

after a long time.. here I am.

WOW!
2 de agosto de 2008 se passou.. passou 2009 e cá estou eu, em 2010 lembrando do Belacqua. O que importa é ressaltar que meu pensamento não mudou, por isso tomei a decisão de não excluir os posts antigos.. mas sim aprimorar o que eu já pensava e ainda penso. Continuo acreditando em astrologia, em amizades e em pessoas boas. Mas também continuo realista, impassível e fechada (leia-se anti social). A melhoria é que eu já tenho (quase) 18 anos e escrevo bem melhor, modéstia a parte (sempre fui ótima em Português). Nada melhor do que começar com um texto que escrevi no sábado (hoje é quarta e o timão está ganhando \o/). Bom, é isso:
O que mais machuca é saber que sempre há algo a se dizer.. a fazer e não saber o que é. O que lhe aflige. Não ter a mínima noção de tempo, espaço, lugar. Não saber se é tudo uma mentira ou se é o que você realmente é. Se você é feliz ou se é um ótimo mentiroso. Não saber se são mesmo dúvidas ou se são apenas coisas simples criando assas e lutando com um dragão, se transformando no próprio e na maioria das vezes matando-o.
Dúvidas não são legais. Damn! É prioritariamente uma questão pessoal. Como você pode decidir se mente pra si mesmo se nem ao menos você se conhece? Você conhece quem você tenta ser ou você é isso mesmo? É um grande ator? Ou uma pessoa totalmente feliz? Como você pode estar em duvidas com relação a outra pessoa sendo que nem ao menos você se decide. Tome um rumo. Vá assistir alguém cair, para ver o que você faria. Ficaria no topo assistindo? Assuma isso. Talvez ajude você a perceber o quanto sua vida não está perdida. Como explicar isso? Como expressar com palavras o que você tenta evitar de si mesmo? Uma mentira? Um fato? Uma duvida? Um nada? Que diabos é isso afinal, me pergunto meu caro.
Algum dia, num momento de amargura, todos pensarão em coisas como essas. Vale a pena enganar a si mesmo? Vale a pena fingir que não é importante? Que ser auto suficiente é bom? É BOM! É facil, não trás sofrimento, não trás amor. Não trás mágoas, fim de papo, fim de jogo.
You'll be the poison, you'll be the cure.
Thats It!
Xxx